MEDICINA e ESPIRITUALIDADE

CIÊNCIA, MEDICINA E ESPIRITUALIDADE

 

“... os sábios compreenderão, definitivamente, que há uma estrutura energética organizando e sustentando o aparelhamento biológico. Esse mecanismo, quando desalinhado, propicia os desequilíbrios orgânicos. A ciência do amanhã levará em conta a mente como grande senhora e essência do corpo e o mundo sofrerá bela revolução: a da fé raciocinada...”

Bezerra de Menezes

 

Embora seja um assunto bastante comentado atualmente, Ciência, Medicina e Espiritualidade sempre estiveram interligadas. Vejamos que este tema não é uma novidade. A identificação dos primeiros médicos com a figura de sacerdotes, xamãs e curandeiros, confunde-se na história, quando verificamos que os males do corpo estavam muito relacionados com a interferência dos deuses e situações místicas.

Os egípcios (2.000 – 1.800 a.C.) praticavam o exorcismo de espíritos malignos de seus doentes, utilizando o deus Horus para curar.

Já os cientistas gregos (500 – 300 a.C,) discutiam sobre a origem da alma, procurando interpretá-la à luz da ciência.

Também nos tempos medievais (1.000 – 1.200 a.C.), as autoridades religiosas eram responsáveis pelas licenças para a prática da medicina.

Então, veio o Renascimento, época de Galileu Galilei, Isaac Newton, Francis Bacon e René Descartes. Este, em 1.636 lançou o discurso sobre o método científico: o raciocínio matemático deveria servir de modelo para o pensamento filosófico e para todas as ciências. Segundo ele, o corpo humano era formado de matéria física e por isso teria propriedades comuns a qualquer matéria. Assim, as leis que regiam a física também regeriam o corpo humano, incitando desta forma a separação do corpo e da alma. Do corpo, cuidaria a medicina e da alma, os religiosos. Lamentavelmente, na esmagadora maioria das escolas de medicina é este o modelo utilizado até hoje.

Esta separação perdurou até o século XX. Em 1910, William Osler, professor de medicina da Universidade John Hopkins publicou no British Medical Journal o artigo “A fé que cura”, podendo esta fé ser em Deus, ou no seu médico ou ainda no próprio tratamento. Era uma quebra de paradigma, pois o médico deixava de ser o principal responsável pela cura do doente, que passava agora a ser o protagonista de sua cura.

Finalmente, na década de 1960, surgiram diversos estudos epidemiológicos demonstrando a relação entre espiritualidade/religiosidade com a saúde dos pacientes.

Nas décadas seguintes cresceu o conceito de Espiritualidade baseada em evidências, o estudo dos mecanismos pelos quais a fé leva a determinados desfechos clínicos e de que forma o médico deveria abordar esse assunto na prática clínica.

Vejamos inicialmente a diferença entre Religião, Religiosidade e Espiritualidade:

- Religião é um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos designados para facilitar o acesso ao sagrado, ao transcendente.

- Religiosidade é o quanto um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião, que pode ser organizacional, como missas, cultos, etc, ou não organizacional, que é o exercício da religiosidade através de preces, leituras, etc.

- Espiritualidade – é a busca pessoal para entender questões relacionadas ao sentido da vida e da morte, sobre as relações com o sagrado, podendo levar ou não ao desenvolvimento de práticas religiosas.

Neste sentido, também não é nenhuma novidade a busca pelo Caminho. Lao-Tsé (1.300 a.C.) criou a Teoria do Tao: cada astro do céu e cada ser buscam seu próprio Caminho, correm para concretizar um papel, um objetivo final. Para a indagação: o quê estou fazendo aqui neste mundo? Responderíamos: buscando o meu papel dentro do Universo.

Sidarta Gautama, o Buda (560 a.C.) falava da busca íntima por felicidade, pela bem-aventurança de um Nirvana, que é o estado de libertação do ser humano ao percorrer a sua busca espiritual.

Sócrates (399 a.C.) descobre que Deus está dentro de cada um de nós, nas nossas posturas, ações, princípios e pensamentos. E lança a famosa frase “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”.

Mas o mais sensacional é que Albert Einstein (1879 – 1955), tido como ateu mas na realidade era um “deísta”, sugeriu a prática da fé raciocinada quando publicou que “O avanço da evolução espiritual mais genuíno é a religiosidade, não estando pautada no medo da vida ou da morte ou mesmo pela fé cega, e sim pelo esforço na busca do conhecimento racional”.

Então a ciência sempre esteve mesclada ao pensamento filosófico espiritual, mas a ciência moderna, no início de seu nascimento, precisou defender seus pontos de vista que se opunham à posição oficial da Igreja, gerando dificuldade de conciliação entre as duas percepções, a científica e a espiritual.

O desenvolvimento da ciência ocidental tomou um rumo totalmente diverso dos nossos antepassados, desligando-se da base espiritual. Como esta ciência ocidental adquiriu cada vez maior conceito e prestígio, acabou influenciando mais fortemente a visão de mundo do que a religião. Como conseqüência, os valores que permeavam o universo científico, a objetividade, a neutralidade, o distanciamento e a impessoalidade foram largamente aceitos como verdades científicas e passaram a nortear as relações humanas.

Não há como negar que o materialismo científico adotado como verdade absoluta permitiu o desenvolvimento da ciência e tecnologia. Mas por outro lado proporcionou uma visão fragmentária e distorcida do homem. Num mundo materialista, destituído de significado espiritual, a relação do homem com o Universo ficou dificultada, como se ele não fizesse parte da natureza.

Aos poucos, o sagrado tem retornado à ciência. O cuidado às necessidades espirituais vem substituindo o modelo materialista e ampliando o entendimento de saúde/doença, passando a contemplar a integralidade do Ser com corpo, mente e espírito. No decorrer da história da medicina ocidental, várias tentativas foram feitas para explicar a doença a partir do modelo materialista: a doença tinha que ter uma causa física para se manifestar. Foram tentativas infrutíferas que tinham a doença como início do sofrimento. Não levavam em conta que a dor e o sofrimento são estágios finais da desarmonia entre corpo – mente – espírito. A imensa importância dada ao corpo como máquina fez com que fossem negligenciados os aspectos psicológicos, sociais, ambientais e espirituais da doença.

  Estamos vivenciando nos dias atuais um momento de transformação de paradigmas científicos. O interessante é que esta mudança surgiu justamente nas ciências exatas. No início do século XX os cientistas da Física Atômica concluíram que a física de Isaac Newton não tinha validade no mundo subatômico por prever somente os acontecimentos do mundo sensorial, enquanto os fenômenos do mundo atômico só podiam ser previstos em termos de probabilidades. O desenvolvimento das pesquisas nesta área levou ao surgimento de uma nova Física, a Quântica, determinando uma nova visão de mundo menos fragmentada e mais holística.

A Física Quântica teve uma importância fundamental na elaboração desse novo pensamento que concebe o Universo unido em uma totalidade inter-relacionada. Einstein declarou: ”Todas as religiões, todas as artes e todas as ciências são o ramo de uma mesma árvore. Todas essas aspirações visam ao enobrecimento da vida humana, elevando-a acima da esfera da existência puramente material e conduzindo o indivíduo para a liberdade”.

O físico Erwin Schröedinger, um dos pioneiros da Física Quântica, descreveu: “Embora se configure inconcebível para a razão comum, você e todos os demais seres conscientes estão integrados reciprocamente. Portanto, esta sua vida atual não é meramente uma parte de toda a existência, senão que, em certo sentido, é o Todo. Assim, você pode se lançar ao chão, espraiado na Mãe Terra, com a convicção de que você é uno com ela e ela contigo”.

Esta visão de totalidade inter-relacionada influenciou todas as demais áreas do conhecimento e contribuiu para unir todas as ciências: as exatas às humanas e finalmente a ciência à espiritualidade.

O mundo adentrou numa fase de contrastes entre o moderno e o primitivo, onde ambos caminham de mãos dadas, provocando desconforto em alguns, mas principalmente questionamentos em muitos, o que faz com que se ampliem os horizontes em grande parcela da humanidade. Este processo filosófico de reencontro com a Verdade não seria diferente no campo da Medicina.

Com tantos recursos tecnológicos no campo da saúde, a medicina que chegou a profundos conhecimentos depara-se hoje com o desafio de desvendar o Proteoma, colocando as células como elementos principais do funcionamento do corpo humano. O corpo físico é formado por 100 trilhões de células. Cerca de 56% do corpo físico é constituído de líquidos, dos quais dois terços é intracelular. No estudo da célula, chama-se Protoplasma às diferentes substâncias que a compõem (água, eletrólitos, lipídios, proteínas e carboidratos). As nossas emoções têm seu ponto de ação sobre estas estruturas que, estimuladas pelas energias negativas ou positivas, liberam hormônios para a circulação sanguínea. É o caso das endorfinas, adrenalina, etc.

Os livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, contribuem ativamente para que o diagnóstico e a terapêutica enfoquem o homem em sua verdadeira constituição: espírito, perispírito e corpo físico, ampliando os conceitos do que sejam a vida e a morte e as técnicas de tratamento, onde a fluidoterapia e a busca do autoconhecimento são recursos fundamentais para a conquista da saúde.

Enquanto se falava muito no Genoma, um grupo de cientistas iniciava um novo e revolucionário campo da biologia chamado Epigenética, que significa “controle sobre a genética” e que vem modificando completamente os conceitos científicos sobre a vida, como a noção de que os padrões de DNA passados de uma para outra geração através dos genes, não são definitivos. Influências ambientais como alimentação, estresse e emoções podem influenciar os genes ainda que não causem alterações em sua estrutura. Além disso, essa influência pode ser transmitida para as gerações futuras. Os estudos revelam que os mecanismos epigenéticos são um fator importante nas diversas doenças que sempre foram relacionadas à hereditariedade, como câncer, problemas cardiovasculares e diabetes. As pesquisas revelam que a maioria dessas patologias ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos.

Da mesma forma, muitos neurocientistas ainda acreditam que a mente serve de base para o encéfalo, sendo um reflexo de suas atividades neuronais. Dentro dessa perspectiva, as emoções, os sentimentos e os pensamentos são meras expressões cerebrais a partir de alterações corporais. Contrariando esta visão, as imagens funcionais em neuroimagem demonstram na verdade que são as emoções, os sentimentos e os pensamentos que desencadeiam reações químicas ativando a área responsável pela sua expressão. Fica assim evidenciado que não é a mente que está a serviço do cérebro, mas sim o cérebro está a serviço da mente.

O reencontro da espiritualidade com a ciência já não ocorre numa abordagem mística, mas sim através de pesquisas e estudos baseados nas teorias mais modernas, em especial da Física Quântica. Ela nos demonstrou a fragilidade das bases sobre as quais se sustentavam as ciências: o tempo e o espaço são relativos; a matéria não é sólida, mas energia pura; o Universo é uno e tudo está interligado. E o Espiritismo nos ensina que o espírito preside a formação e o funcionamento do corpo físico, de forma consciente ou inconsciente, desde a fase embrionária. Neste sentido, a participação da mente no funcionamento celular é incontestável. A doença pode ser dirigida para a cura por uma postura mental positiva e apoio social significativo. Da mesma forma, problemas emocionais ou isolamento social podem fazer com que o indivíduo se sinta doente, mesmo que fisicamente bem.

As energias partem dos corpos mais sutis para o corpo mental, deste para o corpo astral, daí pra o duplo etérico e alcança o corpo físico. Neste caminho, as energias vão sofrendo um processo de condensação, que chega a seu ponto máximo ao alcançar o corpo físico. Este fluxo energético é criado pelo nosso próprio psiquismo e a manifestação de energias em desequilíbrio nos corpos mais densos é o que chamamos de doença. Assim sendo, o cultivo de emoções e sentimentos negativos, tais como raiva, hostilidade, rancor, pessimismo, intolerância, etc está ligado à gênese de muitas doenças orgânicas, funcionais e mentais. O antídoto para esses sentimentos negativos é o exercício da transformação interna de que nos falou Allan Kardec, da renovação de sentimentos e do autoconhecimento para que fluam valores como o amor, compaixão, perdão e outros da mesma ordem, promovendo o bem-estar e uma qualidade de vida mais satisfatória. Portanto, a esfera espiritual é de suma importância na vida humana, na qual não podemos prescindir da harmonização entre espírito, mente e corpo. Nem mesmo a hereditariedade por si só tem a capacidade de gerar doenças. A genética individual não é determinante do destino na maioria das circunstâncias. Ela apenas estabelece predisposições cuja expressão será influenciada por inúmeros fatores endógenos e individuais.

A ciência acreditava que a herança genética era exclusivamente casual. Seria como um jogo de azar em que as moléculas produziriam mutações aleatórias que seriam selecionadas automaticamente pelo meio ambiente. Nesta seleção natural, sobreviveria o mais adaptado e sucumbiria o mais fraco. A ciência ampliou estas noções, sugerindo que a seleção natural talvez seja mais fruto da cooperação do que da competição entre os seres vivos. O Espiritismo acrescenta o que falta no entendimento da diversidade humana, de sua origem e do seu destino.Para o médico espírita, a alma é prioritária, comanda todas as ações do homem e é responsável por sua saúde.

O neurocientista Andrew Newberg fez uma pesquisa científica e constatou que há alterações no lobo frontal das pessoas religiosas e espiritualizadas. As imagens do cérebro dessas pessoas demonstram que a meditação e a oração ajudam a melhorar a relação delas consigo mesmas e com os outros. Este estudo comprova que o emprego de técnicas modernas em neurociência possibilita constatar a veracidade de revelações espíritas. No livro NO MUNDO MAIOR, de André Luiz, os Espíritos Instrutores informam sobre a existência de três cérebros no ser humano: o mais primitivo, representado pelo bulbo e pela medula; o intermediário, pelo córtex motor; e o neocérebro, constituído pelos lobos frontais que recebem inspiração e impulsos espirituais superiores, Os lobos frontais são a parte mais nobre do cérebro, através dos quais o espírito se manifesta. Várias experiências científicas foram realizadas nesta área. Numa delas, o cientista Jorge Moll Neto mapeou o cérebro das pessoas através de ressonância magnética, no momento em que elas doavam ou recebiam dinheiro. Concluíram que os julgamentos morais estão fortemente associados às regiões mais anteriores do córtex pré-frontal, o que corrobora o que disse André Luiz.

Um dos pioneiros nesse campo de pesquisa científica é o Dr. Harold Koenig, dos Estados Unidos. Suas experiências têm evidenciado que entre as pessoas espiritualizadas, há menos casos de infarto agudo do miocárdio, menos abuso de drogas, menos suicídios, melhor resposta imunológica e melhor qualidade de vida.

 A ciência já começou a perceber a influência do perispírito no corpo através dos seus reflexos. Os cientistas estão chegando à conclusão que existem forças ordenadoras da matéria não explicadas pela genética, interferindo e dispondo os átomos do organismo em crescimento, promovendo o processo de organização dos seres vivos. Quando a medicina conseguir desvendar os conhecimentos contidos no perispírito e sua vinculação com o espírito, terá sido encontrado o caminho para o entendimento das causas profundas da doença e da cura.

A medicina do futuro compreenderá que todos os órgãos do corpo humano estão subordinados aos valores morais, não existindo doença sem a participação do psiquismo. Hoje, através da medicina psicossomática, sabemos que emoções desordenadas anulam nossas defesas favorecendo o surgimento de doenças. O corpo doente reflete o cenário interior do espírito enfermo, mas é também na alma que reside o recurso definitivo da cura.

Vivemos numa época na qual a tecnologia supera o diálogo. O enfoque médico atual é fortemente direcionado ao diagnóstico e às consequências das doenças. Pesquisa-se muito sobre novos medicamentos e novas técnicas diagnósticas, mas pouca atenção é dada às causas primárias das doenças, ou seja, os reais motivos que levaram aquela pessoa a adoecer.

A medicina jamais teve a capacidade de fazer tanto pelo homem. No entanto, as pessoas nunca estiveram tão desencantadas com os médicos. A questão é que alguns médicos perderam o manejo da arte de curar, que vai além da capacidade de diagnóstico e da mobilização de recursos tecnológicos. O paciente muitas vezes é visto como “mais um caso”, “um número”, um órgão doente”. Diante da dor e do sofrimento, há dois caminhos para o médico: se afastar do paciente, transformando-o num dado estatístico, numa doença ou num número de leito, ou descer do pedestal, assumir suas fraquezas, reconhecer que seu diploma não é seu, mas lhe foi doado para servir, igualar-se ao paciente como ser humano e fortalecer a relação médico-paciente.A formação médica dá ao estudante de medicina a ilusão do poder. Ele é tido como o profissional capaz de curar, o responsável pela vida dos pacientes que não teriam a capacidade de decidir sobre o seu tratamento.

Enquanto médicos e pacientes não perceberem que a cura é atributo dos pacientes e que médicos são apenas auxiliares para a obtenção desse resultado, continuaremos tratando de maneira equivocada e infeliz a relação médico-paciente.

Mas também há médicos cuja dor dos pacientes não lhes passa despercebida e, a cada experiência de dor ou perda, ele muda também. Essa vivência compartilhada da dor é uma das maiores vantagens que a profissão de médico pode oferecer, pelo imenso desenvolvimento pessoal que ela pode promover, pois ela ensina o médico a enfrentar seus próprios fantasmas. Mais do que ter à sua frente uma pessoa em busca de cura, o médico tem uma inestimável oportunidade de crescimento espiritual.

O homem pode corrigir o reducionismo desumano, ao qual foi submetido durante séculos de civilização, que o descreveu como um ser puramente material. Pode recuperar a verdadeira dimensão humana e espiritual do seu ser.

Para o futuro, ficamos com a perspectiva de procurar voltar às raízes da medicina, quando não se diferenciava no homem um corpo e um espírito. Este é o desafio que se apresenta para o século XXI. Em um novo contexto onde é impossível e não é desejável afastar-se da visão molecular, bioquímica, e genética da constituição e da fisiologia humana, é necessário reintroduzir a anima na compreensão do ser humano.

 

 

“O médico que só sabe da medicina, nem medicina sabe.”

 

Referências Bibliográficas:

Da Física Quântica à Espiritualidade – Pietro Ubaldi. A nova civilização do Terceiro Milênio. 2014

Medicina e Espiritismo – Autores diversos . AME-Brasil. 2011

Medicina e Espiritualidade: união definitiva na prática médica – Matéria publicada na Folha Espírita – junho/2005

Série Conectando Ciência, Saúde e Espiritualidade – Autores diversos - Edit. AMERGS. 2013